As novidades no mercado imobiliário e de loteamentos não param de surgir.

Com a queda da taxa de juros e a demonstração de que a crise na economia do país pode estar próxima do fim, a população de uma maneira geral dá indícios de que quer voltar a investir.

As formas desse investimento são variadas: um carro, um negócio próprio, a compra de um novo lote ou imóvel.  E as dúvidas quanto a qual decisão tomar surgem tanto quanto as novidades que já citamos.

“Investir em algo dentro de um loteamento ou dentro de um condomínio? Loteamento aberto é melhor do que um de acesso restrito? Ou seria melhor um condomínio? Será que tem diferença?”

Buscando responder essas perguntas que elaboramos esse post. Saiba abaixo quais são as três principais diferenças entre o loteamento (aberto ou de acesso restrito) e o condomínio fechado de lotes.

1) O que pertence ao comprador de um não pertence ao comprador de outro

Uma das diferenças mais visíveis é relacionada ao espaço do que é comprado e do que pertence ao comprador.

No loteamento, seja aberto ou com acesso restrito, o comprador é dono apenas da área que pertence ao seu lote e as demais vias e áreas comuns pertencem ao poder público municipal.

Já no condomínio, o que fica ao redor do lote dele pertence exclusivamente a cada um dos moradores. Isso inclui ruas de acesso, área de paisagismo, espaços de lazer e para a prática de atividades físicas.

2) Entrada livre ou via guarita

O loteamento aberto, como o próprio nome já entrega, é aberto e livre para circulação de pessoas.

No loteamento com acesso restrito, através de uma associação de moradores, uma guarita ou portaria pode ser colocada na entrada para fazer o controle de quem passa por ali.

Uma vez que a área do loteamento pertence à prefeitura, isso não é um impedimento para as pessoas circularem no local, mas sim uma forma de segurança maior.

No condomínio, também há a guarita/portaria, mas as pessoas podem ser impedidas de entrar pelo fato de toda a área ser privativa. Nesse caso, a responsabilidade por ela já é do próprio condomínio.

3) Leis, normas e taxas

Por fim, é preciso estar atento às leis, normas e, consequentemente, algum tipo de taxa de cada investimento, pois elas se diferem tanto quanto os outros pontos anteriores.

Em um loteamento aberto, a lei não prevê o pagamento de taxas ou qualquer outro tipo de cobrança.

No loteamento de acesso restrito, por conta da associação de moradores ou bairro que se cria, os proprietários podem ou não pagar uma taxa para manutenção dos locais. É optativo.

Com o condomínio, a lei permite a cobrança da taxa também, mas esta é obrigatória e não permite inadimplências.

Uma sugestão para quem não tem certeza sobre o empreendimento, é procurar mais informações sobre ele no Cartório de Registro de Imóveis da região.

Através da certidão, é possível saber se ele é um loteamento ou um condomínio e consultar detalhes como débitos, processos, entre outros detalhes. Fica a dica!

Conseguiu ter uma ideia melhor das diferenças entre cada um dos investimentos? Entenda agora como funciona o processo das escrituras e de como emiti-las.